quarta-feira, 17 de agosto de 2016

REFORMA.




REFORMA DA PREVIDÊNCIA QUER QUE APOSENTADORIA POR INVALIDEZ NÃO SEJA MAIS INTEGRAL

O governo do presidente interino Michel Temer pretende mexer no valor da aposentadoria por invalidez, que hoje é integral e independe da idade e do tempo de contribuição do trabalhador para o INSS. A medida consta do pacote de reforma da Previdência em discussão no Executivo e prevê um piso para esse tipo de aposentadoria, que deve ficar entre 60% e 70%, mais um adicional de 1% para cada ano de contribuição. Dessa forma, quanto mais tempo na ativa, maior a chance de ter um benefício próximo a 100%.
Pelas regras atuais, o prazo de carência para requerer aposentadoria por invalidez é de 12 meses. Mas, em caso de acidente de trabalho ou doenças profissionais, o benefício é automático. Além disso, em situações em que o segurado passa a depender de cuidador, ele tem direito a um adicional de 25%. Pode ainda receber o teto do INSS, hoje em R$ 5.189, pelo resto da vida, mesmo tendo recolhido para este teto por apenas um ano. A reforma vai impor condições mais restritas, segundo técnicos envolvidos nas discussões.
O endurecimento das regras da aposentadoria por invalidez é necessário, na avaliação dos técnicos, por causa da fixação de idade mínima (de 65 anos). O argumento é evitar fraudes, como de trabalhadores tentando se aposentar mais cedo sob alegação de incapacidade por motivo de doença ou acidente.
Para se ter uma ideia do efeito da medida, considerando a renda média do trabalho de R$ 1.785, em 2014 (de acordo com a Pnad/IBGE), um trabalhador que se aposenta por invalidez teria direito de receber o benefício cheio. Com a mudança, o valor cairia para R$ 1.517 se esse segurado tiver contribuído por 15 anos (tempo mínimo de contribuição para se aposentar por idade, aos 65 anos) caso passe a vigorar o parâmetro de 70% mais 1%. Se ficar em 60%, ele receberia R$ 1.339, trabalhando pelo mesmo período.

Fonte: O Globo

ANFIP - Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil

ANFIP - Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil

AUDIÊNCIA NA CAPITAL.





Aposentados 17/8/2016 10:50:58 » Por Livia Rospantini Atualizado em 17/8/2016 11:5h
FRENTE REALIZA AUDIÊNCIA NA CAPITAL PAULISTA

 
              Na última quinta-feira, 11, foi a vez de a capital paulista reunir integrantes da Frente Parlamentar Mista em Defesa da Previdência Social, em audiência pública realizada na sede do Sindicato dos Químicos de São Paulo (SP).
                 Presidida pelo senador Paulo Paim, a audiência contou com a participação dos parlamentares senador Eduardo Suplicy e deputado federal Arnaldo Faria de Sá, forte representante da categoria na Câmara dos Deputados.
             Na oportunidade o representante da COBAP Adilson Rodrigues criticou a desvinculação dos benefícios previdenciários ao salário mínimo. “As medidas que configuram a reforma da Previdência são altamente prejudiciais aos aposentados e pensionistas. Com a desvinculação os aposentados poderão receber bem menos que um salário mínimo para sobreviver”, afirmou.
          A COBAP e representantes da Anfip, Nova Central, CUT, CTB, UGT e outras entidades defensoras da Previdência também criticaram o desmanche do Ministério, o aumento da idade mínima para a aposentadoria e a revisão da perícia médica para os beneficiários do auxílio doença e aposentadoria por invalidez.
Confira a agenda das reuniões da Frente nos estados: http://www.frenteparlamentardaprevidencia.org/agenda/